Com um humor muito próprio Michael Wesch faz uma retrospectiva do papel que os media assumiram ao longo dos tempos.
Partindo de concepções de socialização, de interacção, de apropriação da cultura remete-nos para a actualidade e a forma como os novos media emergentes poderão ser uma ferramenta decisiva na transformação e mudança de paradigma educativo.
Neste novo contexto, não se poderá entender o processo de ensino/aprendizagem da mesma forma como era entendido no século XIX.

Compreender como alunos aprendem, qual o papel do professor neste contexto, o que os novos media podem trazer para que o processo ensino/aprendizagem seja efectivado com reais vantagens para todos os seus actores.
Que espaço ainda existe para professores que a par com o giz assumem um papel principal neste processo relegando um papel passivo para os aprendentes.

Diversas chamadas de atenção foram feitas ao longo do tempo, para o facto de se terem perpetuado modelos de escolas não consentâneos com as reais necessidades.
Mais visível na actualidade onde os espaços onde se irão preparar as futuras gerações [estabelecimentos de ensino/aprendizagem] para os desafios cada vez mais exigentes, competitivos e complexos estão apartados da realidade do século XXI.

Compreender como aprendem os jovens de hoje, envolvendo-os no próprio processo de cooperação e colaboração, na construção do conhecimento pessoal e grupal.
Assumindo o professor um papel de facilitador e aglutinador de esforços e vontades, escutando as suas motivações, interesses, ou seja permitindo um percurso comum, onde não se sintam apenas mais um número. Fazendo-os sair do anonimato, da insignificância, a que, como fizeram no passado os querem relegar.

As ferramentas proporcionadas pela Web 2.0 têm como pano de fundo a partilha, neste contexto também importante referir o que Wesch designou por excessos e trivialidades, são, no entanto, ferramentas que utilizadas de forma direccionada para o processo de ensino/aprendizagem poderão permitir um salto qualitativo.
Estes novos media têm um impacte decisivo na forma como nos organizamos em sociedade, e no qual se inclui a forma como aprendemos, a forma como nos deveremos tornar produtores e não reprodutores do conhecimento.